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terça-feira, 8 de março de 2011



Era uma vez o Carnaval - Parte III


Afastaram-se e quando chegaram ao armário mágico, Pedro pegou no livro e procurou uma imagem de Torres Vedras e disse:
- Desejamos ser transportados para aqui.
Nesse momento o armário mágico pôs-se a girar, uma rajada de vento soprou e num segundo chegaram ao sítio pretendido.
Estavam vestidos como os gigantones. De início tiveram dificuldade em andar mas depois foi engraçado. Abriram as portas do armário e nem tiveram tempo de olhar para a cidade porque viram centenas de pessoas que se precipitaram para ter lugar mais próximo do sítio do desfile e quiseram logo também eles conseguir esse lugar.
Quando lá chegaram, juntaram-se à multidão, mas de repente as suas grandes cabeças chocaram e os dois caíram no chão, empurrando um senhor idoso que ali estava. Assim que se levantaram foram logo pedir desculpa:
- Desculpe, é que ainda não sabemos muito bem organizar-nos com estas cabeças enormes!
- Não faz mal nenhum. Ainda são crianças e nestes dias de Carnaval ninguém leva a mal. Parecem ser simpáticos, de onde vêm?
- Vimos de Lisboa e estamos cá para ter mais informações sobre o Carnaval.
- Então, como ainda temos tempo antes do desfile, vou-vos contar umas coisas. O Carnaval de Torres Vedras é conhecido por ser o mais português de Portugal, por não ser uma imitação do Carnaval do Brasil.
Nos anos 20, este Carnaval passou a ter importância. Os reis do Carnaval e as “matrafonas” surgiram em 1925. Mas só a partir de 1960 é que o Carnaval de Torres Vedras passou a realizar-se regularmente e foi-se assumindo cada vez mais como um Carnaval popular a que muita gente vem assistir.
Hoje em dia, nos corsos participam carros alegóricos, os grupos de desfile, as “matrafonas” (homens mascarados de mulher) e os famosos cabeçudos acompanhados pelos “zés-pereiras”. Contudo, são muitas as pessoas que se juntam ao desfile e o vão acompanhando.
- Deu-nos mesmo vontade de participar! – disse a Ana.
- Então vão, vão lá, que este Carnaval é popular e toda a gente pode participar.
- Muito obrigada por toda a informação e até breve!
- Até breve, até breve!
Juntaram-se aos cabeçudos e divertiram-se muito. Percorreram todas as ruas e quando regressaram lembraram-se de uma coisa:
- Ana, acabei de me lembrar que a nossa tia faz anos e temos de regressar para o jantar de aniversário!
- É verdade! Rápido, vamos para Bragança ver os caretos desfilar!

Bárbara, Catarina, Pedro e Ricardo, 5º6

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