O Carnaval está à porta. Vamos disfarçar-nos de escritores e escrever sobre ele ou a propósito dele.
Um grupo de alunos do 5º6 antecipou a quadra e, no âmbito de um trabalho desenvolvido em Área de Projecto, viajou por diferentes tradições carnavalescas. Nós faremos a viagem com eles, em diferentes etapas, ao longo dos próximos dias. Querem juntar-se a nós?
Era uma vez o Carnaval - Parte I
Era de noite e estava muito frio. As duas crianças saíram de casa encolhidas mas cheias de vontade de voltar a entrar no armário mágico.
O armário mágico permitia-lhes viajar no tempo e no espaço, mas em cada lugar só podiam demorar um dia.
Pedro, já lá dentro, pegou no livro que dizia quais os Carnavais que iriam visitar e leu em voz alta:
- Irão, em primeiro lugar, visitar um dos mais bonitos Carnavais do mundo: o Carnaval de Veneza; em seguida, o Carnaval do Brasil; depois, o Carnaval de Torres Vedras e, por fim, os caretos, que são uma tradição brigantina.
- Bom, então é melhor irmos andando porque com tanta coisa para visitar não há tempo a perder!
Então, Pedro pôs o indicador em cima de uma imagem que mostrava Veneza e disse:
- Desejamos ser transportados para aqui.
Nesse momento o armário mágico pôs-se a girar, uma rajada de vento soprou e num segundo chegaram ao sítio pretendido.

Precipitaram-se para descer a torre, embora com cuidado para não serem vistos pelos guardas e quando chegaram lá abaixo depararam-se com um menino que tinha acabado de sair de uma gôndola.
- Desculpa – disse Ana – importas-te de nos indicar um sítio para nos abrigarmos?
- Claro que não, venham comigo! São estrangeiros, de onde vêm?
- Vimos de Lisboa e estamos cá para ter mais informações sobre o Carnaval.
- Então venham, que vos vou contar tudo.
- Aqui em Veneza o Carnaval dura doze dias. O facto de as pessoas usarem trajes de outras épocas é porque este Carnaval é um dos mais antigos do mundo. Nos dias de Carnaval há um desfile que acontece em cima das passadeiras que em tempos normais servem para os gondoleiros entrarem para os seus barcos. Também há bailes na praça de São Marcos, que é uma das praças mais conhecidas da cidade, e à noite um grande fogo-de-artifício. As máscaras fazem com que ninguém reconheça as pessoas que desfilam. Antigamente as máscaras serviam para abolir as classes sociais, assim tanto as pessoas ricas como as pessoas pobres tinham os mesmos direitos e podiam celebrar o Carnaval juntos.
De repente, Pedro e Ana observaram Lorenzo. Realmente, também ele tinha uma máscara e um fato muito bonitos: tinha a cara tapada por uma máscara toda branca decorada com brilhantes cinzentos e pretos, um chapéu azul com um brilhante na ponta e uma espécie de colar de pérolas .
Lorenzo continuou:
- Gostámos imenso de falar contigo, Lorenzo, mas agora temos que partir para o Brasil. – disse Ana.
- Muito obrigado por toda a informação que nos deste. Gostaríamos muito de ficar para ver o fogo-de-artifício, mas infelizmente não podemos.
- Espero voltar a ver-vos um dia! – disse Lorenzo.
- Nós também! – disseram Ana e Pedro em coro.
Despediram-se e afastaram-se, gritando:
- Até breve Lorenzo, até breve!
Quando chegaram ao armário mágico, antes de fecharem as portas, deitaram um último olhar sobre Veneza.
Bárbara, Catarina, Pedro e Ricardo, 5º6
2 comentários:
Gostei imenso, aliás, este blogue cada vez nos traz mais surpresas.
Eu que até nem aprecio muito o Carnaval, apetece-me este ano percorrer as ruas, ver máscaras e mascarar-me também.
Bom Carnaval.
Professora, Lígia
Giro e interessante! Quem nunca foi a Veneza fica a conhecer o Carnaval desta cidade.
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