O BULE DA SEGUNDA OPORTUNIDADE
Um dia, andava eu pela Praia da Rocha, quando encontrei um saco velho, cheio de curiosidades. Abri-o e vi que lá havia muitas pedras velhas e feias. Não pensei duas vezes, agarrei no saco e deitei-o no chão, ao pé do caixote do lixo. Pus os fones do meu MP3 e comecei a andar, quando um mendigo se pôs ao pé de mim a gritar:
- Jovem, jovem!
Parei e olhei para o senhor e ele perguntou-me se porventura o saco cheio de pedras não me pertencia. Eu disse-lhe que ele podia ficar com o saco, que não me interessava.
Alguns dias depois, estava no meu quarto a estudar quando a minha mãe entrou, inspirada, a dizer:
- Sortudo, o mendigo que ficou rico! E coitado do jovem que ficou pobre!
Agarrei no jornal, assustado, e comecei a ler. Vi que tive a oportunidade de ter sido eu a ficar milionário e que as pedras sujas e feias que se tornaram diamantes deveriam ser minhas, mas eu desprezei-as.
Um dia, ao andar por uma das ruas do meu bairro, encontrei uma senhora que me ofereceu um bule muito antigo e com uma textura muito gira e antiga. Eu não sei bem explicar, mas tinha lá dentro uma cidade muito bonita e no interior um certo fumo que eu não sei definir. Eu aceitei porque fiquei com medo de levar outra lição de moral. Logo depois de aceitar, a senhora disse-me, com lágrimas nos olhos:
- Meu querido menino, peço-te que cuides bem deste bule e que tenhas sabedoria ao usá-lo.
Agarrei no bule e vi que dentro dele havia uma chave de segredos e um pó negro e brilhante da felicidade. Não sabia o significado de tudo aquilo, olhei e procurei a senhora, mas ela já lá não estava, só estava um recado a dizer: “Meu jovem, use-o com sabedoria!” Logo percebi que o destino me tinha dado mais uma oportunidade e hoje eu não sou milionário, mas recebi a chave dos segredos e tenho a felicidade.
Pablo, 7º3
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