Bem, fazer a minha própria identificação não é fácil, mas suponho que, por vezes, falar de nós também não o seja.
Sinceramente, não faço ideia de como me descrever, porque acho que uma identificação é mais do que dizermos simplesmente que temos cabelo castanho ou que usamos óculos, acho que é um pouco mais profundo que isso.
Normalmente, quando falamos de nós, as primeiras coisas das quais falamos são aquelas que nos põem incondicionalmente um sorriso na cara. Neste momento, os únicos que conseguem fazer isso são os amigos mais chegados e a família, são eles a minha base e com quem sei que posso contar para tudo, sei que eles estarão sempre lá para mim.
Todos nós temos fases da nossa vida mais complicadas do que outras, em que não somos totalmente felizes e nem tudo é como queremos. Por vezes, não estamos onde mais queríamos estar ou com as pessoas que contribuem em grande parte para a nossa felicidade. Mas a vida é mesmo assim…
Suponho que possa dizer que agora estou a passar por uma dessas fases, mas não é nada que não passe, ou até mesmo que o tempo não ajude a fazer passar. Um dia tudo passará e poderei dizer que sou completamente feliz. Mas enquanto essa altura não chega, tenho de me contentar com o que tenho e viver um dia de cada vez, ao máximo, para que o tempo passe mais depressa e chegue finalmente àquela fase pela qual eu tanto anseio e que me dá motivação para fazer as coisas o melhor que sei.
Não sei se fui clara o suficiente mas é isto que penso e sinto. Não há nada que nos descreva tão bem como os nossos sentimentos, estando eles à vista de todos, ou não.
Talvez esta identificação não seja como todas as outras, talvez seja um pouco mais pessoal e mais profunda, mas é assim que eu me identifico, interiormente. Achei que esta seria uma boa oportunidade de me expressar e de dar a conhecer um pouco mais de uma faceta que poucos conhecem.
Ana Morais, 9º4
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