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terça-feira, 10 de maio de 2011

História escondida dentro dos livros

Estar na escola pode ser muito divertido! Duvidam?! Então é porque não estiveram na sessão desta manhã do Clube de Escrita Criativa! Cada um escolheu um livro, o Pedro seleccionou a frase inicial e a partir daí demos forma à história, escolhendo, em cada livro, frases ou partes de frases que pudessem dar-lhe continuidade. Experimentem e verão como se divertem, escrevendo! Deixamo-vos o resultado.


     É claro que eu estou aqui a lembrar-me que o valente rapaz transportou a velhinha para o prédio, nos arredores de uma cidade, numa ilha do Japão. E ainda tive esperança de ver uma árvore tão grande no alto da colina e poder comer as primeiras cerejas doces, escuras e vermelhas. Nas tardes de Verão, as pessoas vinham sentar-se debaixo da larga sombra, o ar povoava-se de perfumes, as abelhas zumbiam em roda dos cachos de glicínias, atravessando as espessas nuvens de fumo.
     O mundo está todo construído em azares. Que coincidência: o jovem regressou ao castelo e sentiu-se brutalmente infeliz com o espectáculo: ninguém era capaz de arranjar uma boa solução e um dia a roda da fortuna virou. Foi por isso que me lembrei de arranjarmos uma…bom, assim uma espécie de fato verde que se confundia com os musgos e as folhagens. Interessantíssimo! Mas não apareceu ninguém nos jardins que já não davam flores. Não há nenhum café aqui perto? Aqui não há. Se ele não tiver capacidade para escolher a sua própria máquina de café o que havemos de fazer?! Sujeita-se ao que nós elaborarmos para os indecisos e tudo lhe causará muita confusão na cabeça. Quero sair da cidade e conhecer o mundo lá fora. Mas como podes viajar com umas pernas tão pequenas?!*

Ariana, Bárbara, Catarina, RitaPedro 


* as frases/partes de frase figuram nos seguintes livros:
Alice Vieira, Um fio de fumo nos confins do mar
Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, Uma aventura no Ribatejo
Luísa Ducla Soares, Crime no expresso do tempo
Sophia de Mello Breyner, A árvore
Sophia de Mello Breyner, A floresta


1 comentário:

Anónimo disse...

Uma miscelânea bonita, divertida e... honesta. Assim se prova que lendo, também se escreve! Ou também se escreve lendo! A arte de criar começa bem! Parabéns!