No meio do mar, no imenso mar azul, ouve-se um grito de alguém que outrora já gritara num centro comercial. Nesses tempos existiam pessoas imunes a apelos e apenas uma a salvou.
Nesses tempos existiam pessoas, nesse local existiam mesmo muitas pessoas, agora já não. Agora apenas existe uma imensidade de sons naturais que originam o silêncio profundo, que nem um simples grito poderia quebrar.
Essa pessoa, a que gritou, a que voltou a gritar, esperava que alguém a salvasse, mas esse alguém era inexistente.
Sem pessoas, sem ninguém que a ouvisse e sem ninguém que a salvasse, resolveu fazer a única coisa que lhe vinha à mente: nadar. Então nadou e nadou, com a esperança de que alguém a ouvisse e a fosse salvar.
Morte maldita
O mar vai-te ajudar
Rema, rema, rema
Trovões vão-te matar
E adeus pobre marinheiro
Viu a sua salvação
Imaginou como a família reagiu às notícias
Depois da salvação
Adormeceu
Rúben, 5º ano, Clube de Escrita Criativa
Um barco pequeno
Um mar imenso
O perigo reina
Num nevoeiro denso
A morte espreita
Por entre as nuvens
E a uma tempestade o mar se sujeita
Mas o sol surgirá
E o barco se salvará
O coração cheio de lembranças
Volta ao porto, pleno de esperanças
Bárbara, 5º ano, Clube de Escrita Criativa
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